Mude a sua cabeça, primeiro

Publicado em: Junho 21, 2010
Categoria: Conselhos Naturais |

naturism_illustration.jpg Chegámos àquela época do ano em que meio mundo (ou mais!) toma maior consciência do seu corpo, e rapidamente se inicia uma correria desenfreada na expectativa de que, na primeira ida à praia, o corpo esteja naquele ponto que desejamos todos os anos!   São muitas as opções oferecidas para resolver o problema: tratamentos à base de medicação, de dietas alimentares, gel, cremes e ultimamente até uns sprays orais que, pelo que prometem, são muito eficazes. O problema reside no facto de todas estas soluções serem de venda livre, sem que haja cuidado algum em conhecer a razão por trás do objectivo ou até mesmo em compreender o funcionamento do corpo em questão. Mais do que quem os fabrica e de quem os consome, quem faz a venda destes produtos directamente ao cliente final devia ter a formação correcta de modo a conseguir detectar alguma contrariedade que quem compra pode não ter noção que exista. Infelizmente, isto raramente acontece.Enfim… É o resultado do mundo rapido em que somos obrigados a viver. Pretendo apenas dizer com isto que é necessario, até mesmo essencial, que as pessoas tenham consciência que nem todos os “tratamentos” são adequados a todos os organismos, muito menos são completamente inócuos, naturais ou não. Podem decorrer prejuizos muito sérios: deblitação renal, alterações da tensão arterial, do metabolismo geral e/ou do ritmo cardiaco, depressão entre muitas outros…   A título de exemplo, a planta mais publicitada no Verão passado, o chá verde (cammellia sinesis). É uma planta com excelentes propriedades: previne doenças vasculares, ajuda a combater o colestrol, ajuda a manter a densidade óssea, desperta a mente, facilita a digestão, ajuda realmente a emagrecer (porque aumenta do metabolismo e o calor do corpo, queimando tecido adiposo ou gordura), e ainda facilita a eliminação dos líquidos, que é muitas vezes a razão do aumento de volume que especialmente as mulheres sentem! Contudo, como tudo na vida, o chá verde também tem uma face menos inocente: numa pessoa com por exemplo uma úlcera na boca do estomâgo ou uma gastrite, é possivel que sejam agravados sintomas que já existem; numa pessoa com um sistema nervoso hiperactivo, a toma pode provocar insónia, fadiga, depressão e todos os problemas que dai advêm; por último, é igualmente desaconselhada a toma deste chá por portadores de problemas cardiacos e de hipertiroidismo.     Pois bem, eu prefiro substituir todos os slogans de propaganda “barata” por uma visão que me parece ser o caminho mais natural: a consciência corporal, o equilíbrio na alimentação e a mudança de hábitos que só arrastam o problema. Como diz uma pessoa muito sábia (e para mim muito querida) que conheço: “Se fizermos sempre o mesmo, só vamos ter como resultado mais do mesmo!” A meu ver, a solução reside mesmo aí, numa mudança de atitude.   A base do problema é muitas vezes mais imperceptivel do que a imagem que vemos quando nos olhamos ao espelho e dizemos: “Preciso de perder peso!” Há normalmente muitos desequilibrios gerais no nosso copro que podem ser a causa subjacente e é a partir daÍ que se deve começar a tratar (conceito base da Naturopatia e de todas as terapias naturais).         Ironicamente, o ponto mais acessivel a ser trabalhado durante esta luta é tambem o mais dificil, a nosso rotina diária. Isto porque o cérebro humano relaciona-se mais facilmente com padrões constantes e adapta-se melhor quando são criados habitos.   Gostaria de apresentar alguns conselhos mais especificos, contudo, tenho um obstáculo ético que me desaconcelha a fazê-lo já que, e reforçando a ideia inicial, cada corpo tem um funcionamento muito próprio e, por isso, qualquer tratamento, deve ser individualizado e objectivado para o indivíduo em questão. Assim, se a intenção de emagrecer for conscienciosa, consulte um especialista antes de iniciar qualquer processo neste sentido. Procure então um Naturopata, ou um Nutricionista, por exemplo, que terão com certeza uma visão mais completa neste sentido. A acupuntura tambem me tem supreendido, será com certeza uma muito boa opção para quem não tem medo de agulhas!   No fim do artigo, consta o meu e mail, estarei sempre disposta a aconselhar, esclarecer duvidas e a partilhar ideias, receitas ou contactos de profissionais na área das terapias alternativas e afins, acerca deste e de outros assuntos que podem mesmo partir de vós leitores. Deixo assim o convite. Vanessa Cristóvãovanessa_cristovao@noticiasdaportela.pt   

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